É cada ano mais comum brasileiros que procuram adquirir sua dupla ou múltipla cidadania. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, por exemplo, o número de brasileiros que adquiriram a cidadania italiana aumentou 300% só no ano de 2016. Mais do que aproveitar das vantagens de ser também cidadão de outro país e poder mais facilmente deixar o Brasil, como tem se mostrado interesse de muitos, colecionar cidadanias se tornou o novo hobbie de milionários. Mas afinal, é possível ter mais que dupla cidadania?


Segundo o Portal Consular do Itamaraty, a Constituição Federal prevê a possibilidade de o brasileiro ter dupla ou múltiplas cidadanias em duas hipóteses: quando há o reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira – quando o país em questão reconhece como nacionais os nascidos em seu território ou filhos e descendentes de seus nacionais –; e quando há imposição de nacionalidade pela norma estrangeira, por meio de processo de naturalização, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.


Sendo assim, não há um limite determinado na lei brasileira que prevê um número máximo de cidadanias. Por exemplo, brasileiro filho de pai e mãe estrangeiros de diferentes nacionalidades, podem requerer passaportes tanto do país de origem do pai, quanto da mãe, e, se aprovado por esses países, somar três nacionalidades.

Há ainda a mais nova tendência de milionários que procuram comprar cidadanias, atrás de segurança fora de suas origens.O símbolo do status pode custar até 87 milhões de reais. Diversos são os países que permitem que residentes apliquem para a cidadania após o cumprimento de alguns critérios, como é o caso dos Estados Unidos e do Passaporte Dourado de Portugal, por exemplo. Mais dez países, entre eles Áustria, Malta e Turquia, permitem que estrangeiros comprem a cidadania em forma de investimento em propriedades ou negócios locais.

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